Celulares do Brasil ganham alerta de contágio de Covid-19




O Ministério da Saúde informou que os celulares do Brasil terão acesso a uma tecnologia que alerta para o contágio por Covid-19. A novidade é fruto de uma inédita parceria com a Apple e com o Google, gigantes do setor que desenvolveram uma forma para que os usuários fiquem cientes se tiverem contato com pessoas que testaram positivo para a doença.


Os alertas serão emitidos por meio do aplicativo gratuito Coronavírus - SUS. É necessário tê-lo instalado no smartphone. A função começa a valer hoje mesmo para celulares com sistema Android. A pasta explicou que uma atualização para iPhone (iOS) será liberada “nos próximos dias”. Cerca de 10 milhões de pessoas já têm acesso ao app oficial do governo.

Em nota, o ministério declarou que a técnica de rastreamento de casos positivos da Covid-19 “será um fator essencial da transição da população para a vida cotidiana e, ao mesmo tempo, auxilia a gerenciar o risco de novos surtos”.

Como funciona


Nos últimos anos se popularizou o chip de Bluetooth no celular. Ele realiza comunicação sem fio com aparelhos ao redor. É por meio dele que um smartphone percebe a presença de outro. A tecnologia desenvolvida por Apple e Google faz esta varredura e guarda o registro de todos os demais smartphones que estiveram a um raio de 1,5 a 2 metros e pelo período de 5 minutos.

O Sistema de Notificações de Exposição não guarda nomes ou números de telefone. Ele atribui uma identificação aleatória para os aparelhos. Quando um usuário testa positivo, o sistema leva em consideração aquela identificação aleatória para alertar todos os demais smartphones que a têm salva na memória.
O Ministério da Saúde fará o cruzamento entre o exame informado pela pessoa e os registros integrados da plataforma de vigilância (e-SUS Notifica) e da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). São bases de dados que reúnem informações dos pacientes com Covid-19 no Brasil.
A pasta explicou que notificação vai alertar que se trata de uma medida de prevenção e que não necessariamente a pessoa terá a doença, mas que é preciso ficar atenta aos sintomas e reforçar a higiene. Também dará a orientação para que busque o serviço de saúde mais próximo caso apresente febre, tosse, dor de garganta, coriza ou falta de ar.
Os donos dos smartphones podem desativar o recurso a qualquer momento.O sistema criado por Apple e Google leva em consideração a privacidade dos usuários. Ele não utiliza informações de localização geográfica, por exemplo, um indicativo de que não é possível saber a movimentação dos usuários
Já o aplicativo Coronavírus - SUS não tem acesso a nenhuma informação pessoal, como CPF, nome ou número de telefone. Os dados são salvos apenas no aparelho do usuário e passam pelo processo de criptografia, de modo que a interceptação de comunicações não permitiria saber o teor dos registros – tal qual faz o WhatsApp com as conversas.
O governo brasileiro informa que o app passou por uma “sequência exaustiva de testes” conduzidos pelos fabricantes antes de ser disponibilizado nas lojas para download.

Fonte: Tech Tudo

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