Policial que matou a ex-mulher em Ibotirama tinha acordo para que pudesse ver as filhas




A entrada do policial militar (PM) Edson Salvador Ferreira de Carvalho, 33, na casa da esposa, a também PM Sylvia Rafaella Gonçalves, 38, na última segunda-feira (5), foi autorizada por ela. Foi neste momento que o homem matou a mulher e, em seguida, tirou a própria vida.


Uma medida protetiva expedida em julho impedia Edson de se aproximar de Sylvia. Mas, segundo o Uol, os dois entraram em um acordo extrajudicial que permitia que o policial se aproximasse das duas filhas do casal, de 3 e 7 anos. As meninas estavam na casa no momento do crime.

Não é possível afirmar, no entanto, que o crime ocorrido em Ibotirama, Oeste da Bahia, tenha sido premeditado.

O delegado Genivaldo Rodrigues, responsável pela investigação, revelou que a arma encontrada ao lado do corpo de Edson era a mesma com a qual ele trabalhava, a PM da Bahia utiliza pistolas da marca Glock, calibre 40. A arma está sendo periciada.


Os investigadores tratam o caso como feminicídio. Edson não aceitava o fim do relacionamento com Sylvia, que se separou dele há três meses após ter sido agredida. Foi esse episódio de violência que motivou a expedição da medida protetiva.

Por causa da agressão, o policial chegou a ser preso em flagrante, mas logo passou a responder em liberdade e sob determinação de manter-se afastado da ex-mulher, conforme medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha.

Após o rompimento, Edson estava pleiteando a guarda das filhas, por isso a reaproximação. Ainda não se sabe se as meninas foram testemunhas oculares do crime. Atualmente elas estão vivendo na casa da avó materna.

Vítima ganhou seguidores - Sylvia Rafaella era conhecida nas redes sociais, onde mantinha uma conta no instagram com cerca de 70 mil seguidores. Após a morte, o número subiu para 90 mil.

Por lá ela publicava vídeos e fotos de sua rotina de trabalho, como o patrulhamento do dia a dia e treinamentos de tiro. Sylvia também gostava de posar com um armas na mão.

Nas postagens, ela também compartilhava dicas de estudos para concursos públicos da PM e incentivava outras mulheres a ingressarem na corporação.

Em uma publicação do dia 8 de abril, Sylvia Rafaella chamou atenção para o aumento de casos de violência contra a mulher durante a pandemia de covid-19.

"Às vezes, a vítima não pode falar abertamente. Por causa do isolamento em decorrência da pandemia, a violência contra a mulher aumentou! Denunciem", escreveu ela.

Fonte:Correio da Bahia

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