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CPI da Pandemia: Carlos Wizard fica em silêncio durante depoimento

Foto: CNN Brasil.



A CPI da Pandemia no Senado tomou novos rumos nesta quarta-feira (30). É que antes do depoimento do empresário Carlos Wizard, os senadores aprovaram requerimentos, alterando a agenda prevista para os próximos dias. A comissão decidiu convocar 21 pessoas, entre elas, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros, do PP.


O deputado deverá comparecer no dia 8 de julho para prestar esclarecimentos sobre a denúncia feita pelos irmãos Miranda à própria CPI, na semana passada, de que ele estaria envolvido em um esquema de corrupção na compra da vacina indiana Covaxin. Ele nega as acusações.

Nesta quinta-feira (1º), é aguardado Francisco Maximiano, representante da empresa Precisa, para falar também sobre uma suposta participação no esquema. Na sexta (2), será a vez do representante da empresa Davatti, Luis Paulo Dominghetti, que relatou à imprensa que o servidor do Ministério da Saúde Roberto Dias estaria cobrando propina de um dólar por dose da vacina.

O depoente desta quarta-feira, o empresário Carlos Wizard, frustrou os senadores. Isso porque uma decisão do Supremo Tribunal Federal permitiu que ele ficasse em silêncio.

Mesmo assim, os senadores fizeram perguntas, alegando que Wizard poderia responder, se quisesse. Ele foi chamado para explicar a existência de um suposto gabinete paralelo de aconselhamento do governo, do qual ele faria parte. Em sua fala inicial, o empresário, que faltou à CPI no último dia 17, justificou a ausência porque estava nos Estados Unidos cuidando de parentes que moram lá. E negou qualquer influência ou participação dele no governo federal.

"A minha disposição de servir ao país, combatendo a pandemia e salvar vidas faz com que eu seja acusado de pertencer a um suposto gabinete paralelo. Jamais fui convidado, abordado, convocado, jamais tomei conhecimento de um gabinete paralelo", afirmou.

Carlos Wizard foi questionado sobre seu interesse na pandemia, envolvimento em negociações de vacinas contra a covid, e a relação com parlamentares. Mas, reafirmou que não responderia às perguntas.

"Por orientação dos meus advogados e em conformidade com o que foi decidido pelo STF, doravante vou permanecer em silêncio, muito obrigado", declarou.

Com as mudanças na agenda da CPI da Pandemia, ficou marcado para a próxima terça-feira (6) um novo depoimento do deputado federal Luis Miranda, do DEM, só que de forma reservada. No dia seguinte, será ouvido o servidor do Ministério da Saúde Roberto Dias que, inclusive, foi exonerado nesta quarta-feira, após ser acusado de cobrar propina pela aquisição da vacina indiana. E na sexta, dia 9, haverá diligência para ouvir o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel.

Edição: Bianca Paiva/ Renata Batista da Agência Brasil