Governador Rui Costa entrega acordo não cumprido de João Leão

Foto: Reprodução.



Na semana passada, Leão anunciou sua saída da base governista e a sua pré-candidatura ao Senado na chapa encabeçada por ACM Neto (UB). 

O líder progressista na Bahia alega que o rompimento é fruto da tensão criada após o vice ser informado pela imprensa que Rui permaneceria no cargo de governador até 31 de dezembro, contrariando as conversas prévias de que Leão herdaria o mandato tampão de 9 meses, ficando responsável pela transição entre os governos.

Rui, no entanto, garante que não houve nenhum acordo neste sentido. Segundo o governador, após reunião com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi ofertado para o senador Otto Alencar (PSD) ser o nome do grupo governista para a disputa ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro, mas o social democrata negou o convite.

Segundo a versão do chefe do Executivo do estado, foi nessa deixa que o PP tentou se impor. “Infelizmente o PP, que viu a expectativa de eventualmente na hipótese de eu ir para o Senado e sentar na cadeira de governador, criou uma situação constrangedora, porque eles disseram: ou você renuncia ao seu mandato para o PP sentar na cadeira ou tira Otto do Senado”, afirmou. 

“Eu disse: 'me tirar da cadeira de governador vocês não vão porque o povo da Bahia me elegeu governador. E é natural que Otto seja o candidato à reeleição'”, completou.

Em seguida, Rui fez uma revelação sobre as eleições de 2018. Segundo o governador, na época o grupo teria dado a escolha para Leão concorrer ao Senado ou à vice, e o progressista escolheu a segunda opção, mesmo alertado que em 2022 haveria apenas uma vaga para a Câmara Alta. 

Em 2018 a Bahia elegeu Jaques Wagner (PT) e Ângelo Coronel (PSD) para as duas cadeiras do estado para o Senado.

“Em 2018, nós oferecemos ao João Leão o Senado. Nós dissemos: ‘você escolhe se você quer ser vice ou senador. Lá em 2018 eu alertei: ‘olhe, Leão, leve em conta que em 2022 só vai ter um mandato para senador, e essa cadeira já está ocupada por Otto. 

O normal é que ele seja candidato à reeleição. Deixei ele à vontade para escolher. Ele estaria eleito senador, mas escolheu ser vice”, pontuou.


Blog do Paulo de Souza
Com informações do Bahia Notícias

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