Presidente do FNDE diz que função de pastores em eventos era orar

Marcelo Ponte depôs na CPI do Senado que apura propinas no MEC



O presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, Marcelo Ponte, que depôs na Comissão de Educação do Senado, disse que o papel dos pastores Gilmar Silva dos Santos e Arilton Moura nos eventos públicos do FNDE era somente fazer orações. E explicou a presença dos religiosos nas agendas da autarquia:

O gestor do Fundo negou as denúncias de favorecimento indevido na destinação de verbas públicas do MEC.

Marcelo Ponte foi chamado ao Senado porque, em audiência na Comissão, na última terça-feira, prefeitos denunciaram o pedido de propina dos pastores para facilitar a liberação de recursos do FNDE.

Gilmar dos Santos é presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil e Arílton Moura é assessor de Assuntos Políticos da igreja.

O presidente do FNDE disse também que confia no ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, e que não houve liberação indevida de verbas por ele.

O presidente da Comissão de Educação, senador Marcelo Castro (MDB-PI), questionou o gestor do FNDE o porquê da presença dos pastores nos eventos.

Marcelo Castro disse ainda que quer ouvir os pastores, que eram esperados na reunião desta quinta, mas não compareceram. O senador acrescentou que é possível a instalação de uma CPI para apurar o pedido de propinas na Educação.

Edição: Leila dos Santos / Guilherme Strozi

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