Cai a procura por dose de reforço da vacina contra a covid-19

Imagem ilustrativa.


Com a queda na taxa de transmissão da covid-19 no Brasil e também flexibilização das medidas sanitárias, a procura pela vacinação contra a doença caiu no país.

Apesar de cerca de 158,5 milhões de pessoas terem tomado as duas doses da vacina, apenas 84 milhões voltaram para tomar o reforço.

Segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, a procura é menor nos grupos entre 18 e 30 anos de idade. Por outro lado, os idosos acima de 60 anos são os que mais procuram completar o ciclo vacinal.

O infectologista Marcelo Daher explica que a baixa procura pelas doses de reforço não é um caso exclusivo da vacina contra a covid-19.

“Chegar até os jovens é mais difícil. Uma coisa que a gente observa muito e que sempre foi uma preocupação, é que quanto maior o número de doses, menor vai ser a sequência de realização dessas doses. Quando a gente compara HPV, o número vai caindo com a segunda e com a terceira dose. Isso acontece com todas as vacinas, então a de covid não seria diferente, o jovem tende a fazer uma procura inicial, mas depois o retorno para a vacinação é menor.”

O médico reforça a importância de se completar o ciclo de vacinação contra covid-19 para evitar a forma grave da doença.

“A gente observa também claramente uma menor gravidade dos casos, naqueles casos onde a vacinação foi feita com terceira e quarta dose. Nós temos vacinas sobrando sim, nós temos vacinas que podem ser utilizadas e são subutilizadas. Essa vacina consegue proteger porque ela consegue elevar o nível de anticorpos e trazer proteção para quem recebe, então é importante que isso seja feito.”

Atualmente, existem quatro vacinas aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para serem aplicadas no Brasil. Pfizer, Coronavac, Janssen e Astrazeneca. No caso da Coronavac, a orientação da Anvisa é que seja aplicado um imunizante de laboratório diferente na dose de reforço.


Por Eduardo Cupertino* - estagiário da Rádio Nacional - Brasília

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