
O auditório João do Biriba, na Escola Municipal Mirandolina Ribeiro Macedo, recebeu nesta sexta-feira (28) o 1º Encontro de Congraçamento do Projeto de Recomposição da Aprendizagem, iniciativa que ganhou robustez na rede municipal de ensino em 2024 e 2025. O evento reuniu professores, diretores, gestores escolares e contou com a presença do secretário de Educação, Jeferson Barbosa, da professora Edleuza Matutino, da diretora pedagógica Aldeci Queiroz e dos vereadores Hipólito dos Passos, Valdimiro José e Dicíola Baqueiro.
A abertura foi conduzida pela coordenadora do projeto, Antônia Albaneide, que destacou o envolvimento coletivo que garantiu o avanço da iniciativa. “É uma satisfação ver este auditório cheio de profissionais que abraçaram o desafio conosco. Hoje celebramos um trabalho que nasceu de forma colaborativa e que só se sustenta porque cada um contribuiu para que nossos estudantes avançassem. A recomposição da aprendizagem não é um esforço isolado, é um compromisso conjunto com o direito de aprender. E os resultados demonstram que essa parceria tem feito diferença na vida das crianças”, afirmou.
Durante o encontro, gestores apresentaram vídeos, depoimentos e relatos de experiências vivenciadas ao longo do ano, evidenciando práticas bem-sucedidas e o impacto direto da recomposição no desenvolvimento dos estudantes. Com conclusão prevista para 12 de dezembro, o Projeto de Recomposição da Aprendizagem já tem continuidade garantida para 2026, com início das atividades em fevereiro e a meta de ampliar ainda mais o atendimento na rede municipal.
A diretora pedagógica, Aldeci Queiroz, reforçou que a recomposição é um processo alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e tem como foco garantir que nenhum estudante fique para trás. Este ano, 29 escolas participaram, atendendo cerca de 400 crianças, acompanhadas por professores de Língua Portuguesa e Matemática.
“Trabalhamos com alunos que não conseguem acompanhar o currículo regular porque ainda lhes faltam conteúdos essenciais, os pré-requisitos da aprendizagem. Por isso, eles participam das atividades no contraturno, com metodologia lúdica e professores especialmente preparados para promover aulas dinâmicas, motivadoras e capazes de reconstruir a confiança do estudante. O que mais nos entusiasma são os resultados: crianças que, em maio, não liam uma palavra, hoje leem, escrevem e interpretam com autonomia” destacou.
Implementado como resposta às dificuldades de aprendizagem identificadas na rede, o projeto cresceu significativamente nos últimos dois anos. O secretário de Educação, Jeferson Barbosa, destacou a necessidade da ação e os primeiros impactos positivos.
“A recomposição era uma demanda urgente. Começamos no ano passado com nove escolas e, este ano, ampliamos as unidades escolares, tendo 80 professores envolvidos, sendo 68 deles dedicados exclusivamente ao projeto, o que mostra a dimensão e a importância dessa política educacional. Mais de 1.300 alunos já foram atendidos desde o início deste projeto, e os resultados são transformadores: crianças que chegaram sem saber ler encerram o ano lendo fluentemente. Isso muda trajetórias, fortalece a autoestima, melhora o desempenho escolar e evita a reprovação. É um avanço que impacta toda a rede”, ressaltou o secretário.
Dircom/PMB – 28.11.2025














