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Covid: Fiocruz aponta que idosos deixam de ser a maioria de internados



Pela primeira vez desde o início da pandemia, os idosos deixaram de ser a maioria das pessoas internadas por covid-19 no país. De acordo com o último Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz, os dados coletados entre os dias 2 e 8 de maio mostram que a média de idade das internações ficou em 55 anos no caso dos leitos comuns e em 58 nas UTIS.

Isso significa que 50% dos casos ficaram concentrados a partir dessas idades, e os outros 50% abaixo delas. No início do ano, as medianas eram 66 e 68 anos. Já a análise das mortes aponta que a idade divisória foi de 63 anos, 10 a menos do que foi verificado em janeiro.

Os pesquisadores ressaltam que esse rejuvenescimento pode indicar uma boa notícia, que é a eficácia da vacinação, já que os idosos estão entre os primeiros a serem imunizados. No entanto também comprovam que os mais jovens não estão imunes nem ao contágio, nem ao desenvolvimento de formas graves da doença.

O boletim faz outro alerta: apesar da diminuição na quantidade de casos e óbitos observada na última semana, o país continua em um patamar muito alto, com mais de duas mil mortes e 62 mil casos registrados por dia. Isso mostra que a transmissão da doença se mantém em níveis críticos, que podem se agravar nas próximas semanas se não forem adotadas medidas de contenção.

E em alguns estados, já se verifica uma pequena elevação nas taxas de ocupação dos leitos de UTI. Entre os dias 10 e 17 de maio, em 7 estados essa taxa era superior a 90%, e em outros 7 estava entre 80% e 89%. As situações mais críticas foram verificadas no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraná e Santa Catarina, onde a ocupação passou de 95%.



Por Tâmara Freire - Repórter da Rádio Nacional - Rio de Janeiro